Vi o tempo que passa e não sei se fiquei ou se parti.
Depois de tantos mares, se amei tanto ou tampouco.
Se chorares, que não seja por falta de atrito ou de abraço.
Que seja por excesso de amor
Que seja por brilhares demais.
Depois de tanto tempo ainda sinto,
Ainda ouço a tal voz, que clama por ser o que sou.
Depois de um tanto que caiu, levantou.
Que bebeu.
Que brigou.
Ainda sonho o encontro, do que eu sou com o que eu fui.
Com o que eu sinto.
Eu sinto. EU SINTO.
E do que eu sinto pode nascer, inclusive,
Tá pra nascer tanta poesia.
Numa noite, num encontro.
um sorriso;
EU SINTO.
domingo, 23 de outubro de 2016
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
TPM
Uma vez por mês eu me permito o mau humor, me permito ser desagradável, olhar feio, reclamar. Talvez meus hormônios sejam tão fortes agora que não me deixam agir de outra forma e eu até agradeço que uma vez por mês eu não precise ser tão agradável.
Escrevo agora com raiva, mas no resto do tempo, estou conformada com minhas emoções estáveis, sou saudável, aguento quase qualquer desaforo, obedeço muito bem, se me irritam choro, nada de mais. Minha educação de boa menina, que não pode falar nada de contrário pra não desagradar papai, ainda me puxa pra trás dia após dia.
E uma vez por mês, eu sei, que quase não consigo escapar dessa loucura hormonal que toma conta do meu ser: choro, grito, engasgo com o monte de palavras que engoli no resto do tempo.
A vida é muito curta pra perder tempo com o que os outros esperam de mim!
Escrevo agora com raiva, mas no resto do tempo, estou conformada com minhas emoções estáveis, sou saudável, aguento quase qualquer desaforo, obedeço muito bem, se me irritam choro, nada de mais. Minha educação de boa menina, que não pode falar nada de contrário pra não desagradar papai, ainda me puxa pra trás dia após dia.
E uma vez por mês, eu sei, que quase não consigo escapar dessa loucura hormonal que toma conta do meu ser: choro, grito, engasgo com o monte de palavras que engoli no resto do tempo.
A vida é muito curta pra perder tempo com o que os outros esperam de mim!
sábado, 19 de março de 2016
Encontros
Quando desce e toca a terra
Sabes.
As luzes piscam
denunciam vida.
Beijas minha pele e me arrepia.
De olhos fechados
sou tremor,
Vida, viva, sopro, sonho.
Me alaranja os olhos,
Me alaranja a alma;
e sorri.
As sombras das árvores
Tão lindas a dançar com o vento.
Meu corpo,
templo de amor,
Brincadeira divina;
e sorri.
Porque chega a noite,
Porque o instante existe.
Mulher e imensidão,
Lado a lado.
Sabes.
As luzes piscam
denunciam vida.
Beijas minha pele e me arrepia.
De olhos fechados
sou tremor,
Vida, viva, sopro, sonho.
Me alaranja os olhos,
Me alaranja a alma;
e sorri.
As sombras das árvores
Tão lindas a dançar com o vento.
Meu corpo,
templo de amor,
Brincadeira divina;
e sorri.
Porque chega a noite,
Porque o instante existe.
Mulher e imensidão,
Lado a lado.
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