Sol do meio dia,
Saia amarela,
Sorriso no olhar.
Dentro do peito
um jardim inteiro.
Na boca ardentes desejos.
Ela nem desconfia.
Ela nem imagina
Que já não durmo mais...
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
20 de setembro de 2014
Você ia gostar do mar hoje.
Estava triste e decidido.
Era só olhar pra ele e faltava o ar.
Profundo, tão profundo que fiquei suspensa.
Decidido a me levar pra lá e pra cá,
Sem machucar ou assustar.
Toda a força e serenidade em apenas um ser:
lavando a dor de ter que partir...
Estava triste e decidido.
Era só olhar pra ele e faltava o ar.
Profundo, tão profundo que fiquei suspensa.
Decidido a me levar pra lá e pra cá,
Sem machucar ou assustar.
Toda a força e serenidade em apenas um ser:
lavando a dor de ter que partir...
Tchau mar - 20 de setembro de 2014
Hoje acordei agitada,
Revirada.
Me sentindo forte e silenciosamente bem.
Cheguei em frente ao mar,
respirei fundo e percebi que ele estava igual.
Me dizendo sempre pra não parar.
Me dizendo que também ia sentir saudades.
Dava pra ver minha dor em suas ondas.
Profundas.
Docemente arrebatadoras.
Me empurrando devagar...
De um lado pro outro.
E assim me dançando,
me embalando e abraçando o corpo todo.
Te vejo em um minuto,
Dói bem menos te deixar,
no tempo do arco-íris.
Revirada.
Me sentindo forte e silenciosamente bem.
Cheguei em frente ao mar,
respirei fundo e percebi que ele estava igual.
Me dizendo sempre pra não parar.
Me dizendo que também ia sentir saudades.
Dava pra ver minha dor em suas ondas.
Profundas.
Docemente arrebatadoras.
Me empurrando devagar...
De um lado pro outro.
E assim me dançando,
me embalando e abraçando o corpo todo.
Te vejo em um minuto,
Dói bem menos te deixar,
no tempo do arco-íris.
De uma rede a beira mar - 03 de fevereiro de 2014
Eu pensava ser feliz,
dançar até o sol cair e depois amar.
Eu queria ser fotografias e beijos,
mas mesmo estes roubaram de mim.
Em uma noite de estrelas
me roubaram o sorriso de um pôr de sol.
dançar até o sol cair e depois amar.
Eu queria ser fotografias e beijos,
mas mesmo estes roubaram de mim.
Em uma noite de estrelas
me roubaram o sorriso de um pôr de sol.
03 de fevereiro de 2014
Tenho muito pouco a dizer,
mas vontade e posse de muitos cadernos.
E isso é tudo.
Criar não é tão fluido como já fora um dia.
Não me sinto feliz, preenchida ou apaixonada.
Como tudo muda rápido assim?
mas vontade e posse de muitos cadernos.
E isso é tudo.
Criar não é tão fluido como já fora um dia.
Não me sinto feliz, preenchida ou apaixonada.
Como tudo muda rápido assim?
Poesia do caderno novo - 17 de janeiro de 2014
Mais um ano.
Esse caderno em branco me apavora.
Reescrevo sempre as mesmas velhas poesias
Sem nem perceber.
De que serve a segurança?
Prefiro sentir,
Escolho amar.
Mas as vezes me encolho.
Ninguém é de ferro...
E de onde vem a calma?
Respira menina,
A próxima página vem aí.
Esse caderno em branco me apavora.
Reescrevo sempre as mesmas velhas poesias
Sem nem perceber.
De que serve a segurança?
Prefiro sentir,
Escolho amar.
Mas as vezes me encolho.
Ninguém é de ferro...
E de onde vem a calma?
Respira menina,
A próxima página vem aí.
fevereiro de 2013
Sou apaixonada.
Principalmente pelo calor
e pelo rubor que me traz às faces
mas também por um homem
pelo qual cedo todo meu calor por um sorriso.
Sou apaixonada.
Pelo fim do dia alaranjado
e pela moleza que me dá nas pernas o teu olhar.
Sou clichê, brega, piegas e todo o mais.
Perco a pose e o juízo
sou manteiga no fogo e perfume no ar.
Me desfaço em paraíso e só faço amar.
Principalmente pelo calor
e pelo rubor que me traz às faces
mas também por um homem
pelo qual cedo todo meu calor por um sorriso.
Sou apaixonada.
Pelo fim do dia alaranjado
e pela moleza que me dá nas pernas o teu olhar.
Sou clichê, brega, piegas e todo o mais.
Perco a pose e o juízo
sou manteiga no fogo e perfume no ar.
Me desfaço em paraíso e só faço amar.
11 de março de 2014
Nada mais
Nem raiva ou dor
Nada
Mentira
Medo
Até que caia a máscara
Não quero matar ou morrer
Não quero viver com esse medo
Da tua flor nunca mais brotar
Nem vírgulas uso
Pois mesmo as palavras correm
em desespero
O disco acabou
e será que quero trocar?
Nem raiva ou dor
Nada
Mentira
Medo
Até que caia a máscara
Não quero matar ou morrer
Não quero viver com esse medo
Da tua flor nunca mais brotar
Nem vírgulas uso
Pois mesmo as palavras correm
em desespero
O disco acabou
e será que quero trocar?
quarta-feira, 19 de março de 2014
Dúvida
Se a gota d'água cair
e teus pés se perderem no caminho.
Se for demais pro coração
e quiseres então fugir de mim.
Fuja, mas não me enganes mais.
Quando a lua brilha tanto
não consigo ver as estrelas, dizes.
O medo não é ruim quando fica pra traz.
Mas agora castiga meu peito,
essa falta de sentidos mórbida
de quem já não ama mais.
Agora, o medo traz a dúvida.
Ou será que ela vem só?
e teus pés se perderem no caminho.
Se for demais pro coração
e quiseres então fugir de mim.
Fuja, mas não me enganes mais.
Quando a lua brilha tanto
não consigo ver as estrelas, dizes.
O medo não é ruim quando fica pra traz.
Mas agora castiga meu peito,
essa falta de sentidos mórbida
de quem já não ama mais.
Agora, o medo traz a dúvida.
Ou será que ela vem só?
Agosto é um desgosto
A chuva segue caindo no meu peito
E esse agosto cinza que custa a acabar.
Nas mãos o desgosto de menos um dia
menos um pra te ver voltar.
Nas mãos a culpa do homem que mata
E o medo do que vem a morrer.
Na carne o asco de quem sofre abuso,
E a fome de quem quer comer.
Carrego tudo sem carregar nada
sem nunca, nunca descansar
Sou o jumento que é explorado
Só pra depois poder reclamar.
Durmo em silêncio e acordo também,
que não nasci pra incomodar ninguém.
Não tenho nome, nem tenho cor.
Mas se tivesse, seria dor!
E esse agosto cinza que custa a acabar.
Nas mãos o desgosto de menos um dia
menos um pra te ver voltar.
Nas mãos a culpa do homem que mata
E o medo do que vem a morrer.
Na carne o asco de quem sofre abuso,
E a fome de quem quer comer.
Carrego tudo sem carregar nada
sem nunca, nunca descansar
Sou o jumento que é explorado
Só pra depois poder reclamar.
Durmo em silêncio e acordo também,
que não nasci pra incomodar ninguém.
Não tenho nome, nem tenho cor.
Mas se tivesse, seria dor!
Culpa
Que todo mal vá embora com meu sangue e me lave a alma enquanto lavo o rosto com tamanhas lágrimas.
Que nenhum resquício de podridão permaneça em meu corpo.
Deixo escoar por entre minhas pernas, ficando então leve e livre pra ser a mulher que escolho ser.
Já não me interessa a culpa, passo por ela como quem já viu muito, mesmo sem ter visto.
Me dispo de toda e qualquer forma de culpa e já não sinto frio, mesmo que sinta medo.
Escorra então, com minhas lágrimas e com meu sangue pois,
amanhã, já não a quero mais!
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