Sua lembrança aparece do nada,
dói e da mesma maneira que surgiu
desaparece.
Como um roxo no joelho!
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Expresso das seis
Dormir e acordar com ela: redonda e frondosa.
A própria rainha dos céus explodindo em energia.
Cada um que passa levanta a cabeça,
abre a boca e suspira.
"Que linda."
Linda porque não te mantém acordada,
como faz comigo!
Em meu corpo seus efeitos são tão fugazes
que fica difícil parar.
Prometa-me que não vais parar ,
que eu sigo também, amiga.
Continues a girar e agitar meus mares
enquanto do lado de cá, sigo me jogando aos dias.
E às noites..
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Desabafo
Chega de ilusão:
A ânsia nem sempre vem do que comemos.
O medo nem sempre vem pelo que já perdemos.
A dor não vem só pelo que não conseguimos cativar.
Chega.
A ânsia nem sempre vem do que comemos.
O medo nem sempre vem pelo que já perdemos.
A dor não vem só pelo que não conseguimos cativar.
Chega.
Invalidação
Acredita-se numa vida assim
Acredita-se em controle e liberdade
Ninguém se percebe preso pelas correntes do medo.
Ninguém aceita ser só mais uma peça ou um "tijolo no muro".
Mas é.
É forte e não vê, é belo e não vê.
"Estou errado, sou feio e ninguém pode me amar"
Mas quem admite?
Acredita-se em controle e liberdade
Ninguém se percebe preso pelas correntes do medo.
Ninguém aceita ser só mais uma peça ou um "tijolo no muro".
Mas é.
É forte e não vê, é belo e não vê.
"Estou errado, sou feio e ninguém pode me amar"
Mas quem admite?
A Falta que faz a cor
"Ver a cor azul de seus olhos castanhos me lembrou de observar mais a cor verde do mar azul. E foi em meio a essa confusão de cores que a tristeza (ou foi felicidade?) me apareceu, em um dia quente de um inverno frio. Meus amigos planejaram tanto, que eu ficasse com um deles, que eu não pude deixar de fazer o oposto. Apaixonar-me pelo menos esperado.
Tudo começou com uma brincadeira, quase uma aposta. Eu vi-o tratar como lixo uma mulher qualquer e o que isso resultou em mim é vergonhoso. Meu sangue ferveu, fazendo-me ruborizar ao perceber minha intenção. A verdade é que eu gostaria muito de vê-lo por baixo, e isso era como um desejo particular de meu par de cromossomos, sempre tão feministas, um x e um y. Apagar de seu rosto o sorriso de macho alfa, fazê-lo rastejar.
Então decidi conversar, como quem não quer nada com meu amigo sobre esse assunto. Mas quando me ouvi dizer, até mesmo com doçura que não sabia mais se queria ficar com quem ele gostaria, sua resposta foi um tanto chocante. Ele disse que era impossível, que a pessoa com quem eu queria não ficaria comigo de maneira alguma. E isso, ao contrário do que ela tinha intenção, apenas me incentivou. Um desafio duplo.
Viajamos então, no seguinte final de semana, para uma casa em Búzios. Foi como férias dentro das férias, um paraíso tropical, com um centro cheio de bares e boates. Nós, meninas, chegamos na sexta-feira à tarde e os meninos no sábado de manhã, porém, ele, aquele o qual eu gostaria de encontrar só chegou no sábado a noite, direto na hora da festa.
Tarde da noite ou cedo da manhã, voltamos para casa e eu convidei a todos para um banho de piscina noturno. Fomos nós dois e o frio nos fez abraçar. O depois foi conseqüência de vontades posteriores. O importante é que em poucos dias já estava apaixonada.
Hoje, sentada em uma cadeira dura, em um dia cinza de um inverno branco, tudo que eu gostaria de esquecer é o que mais lembro. Todas as suas perguntas, muitas vezes bobas e inseguras, meu recado em seu mural e o seu pedido, gravado em minha mente com caneta azul. Azul como o céu, que ficou acima de mim por tanto tempo, mas teve que partir. Não vou esquecer."
Uma crônica antiga, pra sair um pouco da rotina de poesias curtas!
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Confuso
Os pássaros, o farfalhar das árvores e só.
Só, no meu canto estou só.
Só, com as pessoas sigo só.
O silêncio externo não condiz com gritaria aqui de dentro.
Na minha mente estou só, barulhentamente só;
Mas sei e sinto que ando junto!
Só, no meu canto estou só.
Só, com as pessoas sigo só.
O silêncio externo não condiz com gritaria aqui de dentro.
Na minha mente estou só, barulhentamente só;
Mas sei e sinto que ando junto!
terça-feira, 31 de julho de 2012
Despertar
A poesia voltou,
Invadiu a mente com segredos,
Surpreendeu com cor o que era escuro,
Deu luz ao que estava morto.
A poesia entrou em mim,
meio sem educação, permissão ou convite
acabando com o vácuo de criatividade.
Apareceu não para alegrar;
entristecer ou conquistar.
Veio sem querer,
boiando nas mudanças.
E quando dei por mim,
nem era mais eu!
Invadiu a mente com segredos,
Surpreendeu com cor o que era escuro,
Deu luz ao que estava morto.
A poesia entrou em mim,
meio sem educação, permissão ou convite
acabando com o vácuo de criatividade.
Apareceu não para alegrar;
entristecer ou conquistar.
Veio sem querer,
boiando nas mudanças.
E quando dei por mim,
nem era mais eu!
terça-feira, 10 de julho de 2012
Não deixar-se apagar
O frio me agrada,
O cinza me agrada,
As olheiras também.
Gosto daquilo que é;
Independente do que deveria ser.
O frio não se importa,
não liga pros meus lábios rachados
ou para a grossura das minhas meias.
Ele é o que sua natureza manda,
independente de quem vá ferir.
O frio me agrada.
Mesmo quando me corta as faces,
pois faz lembrar que o calor mais importante
É o que vem de dentro!
O cinza me agrada,
As olheiras também.
Gosto daquilo que é;
Independente do que deveria ser.
O frio não se importa,
não liga pros meus lábios rachados
ou para a grossura das minhas meias.
Ele é o que sua natureza manda,
independente de quem vá ferir.
O frio me agrada.
Mesmo quando me corta as faces,
pois faz lembrar que o calor mais importante
É o que vem de dentro!
terça-feira, 29 de maio de 2012
Opugno
O baque de um jornal que ao bater no corpo desce ao chão;
O baque de mais um não, que bate e fica no coração;
O baque de uma mão, que ao invés de mover-se a um rosto
fica inerte ao lado de um corpo, presa a um braço covarde;
O baque de palavras a se agitar dentro da cabeça;
O baque de um olho a fuzilar;
O baque de vinte lágrimas que não se deixam rolar;
O baque avião a decolar com ansiedade;
O baque de mais palavras, que por mais que firam dizem a verdade!
O baque de mais um não, que bate e fica no coração;
O baque de uma mão, que ao invés de mover-se a um rosto
fica inerte ao lado de um corpo, presa a um braço covarde;
O baque de palavras a se agitar dentro da cabeça;
O baque de um olho a fuzilar;
O baque de vinte lágrimas que não se deixam rolar;
O baque avião a decolar com ansiedade;
O baque de mais palavras, que por mais que firam dizem a verdade!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Sushi
Perco-me no labirinto dos teus lábios,
Apenas para me reencontrar na distancia do teu olhar.
Afasto-me e volto no tempo curto de piscar.
Fecho e abro o peito no curto tempo de chegar...
À porta, à boca, aos braços!
sexta-feira, 18 de maio de 2012
(des)controle
Vontade de gritar,
de escrever atrocidades,
matar pessoas com palavras.
Não paro de imaginar,
entre um e outro lapso de bom senso
cada faca, cada unha afiada,
cada pedaço de vidro.
Vontade de reprimir a loucura,
e eu faço; mas ela volta!
Ainda bem...
de escrever atrocidades,
matar pessoas com palavras.
Não paro de imaginar,
entre um e outro lapso de bom senso
cada faca, cada unha afiada,
cada pedaço de vidro.
Vontade de reprimir a loucura,
e eu faço; mas ela volta!
Ainda bem...
segunda-feira, 14 de maio de 2012
A Lua
Canta-me um verso
e me reverte em tua;
Faz-me louca e
me deixas nua;
Grita comigo e
te larga na rua;
Solidão, fria e crua;
Mas sincera.
Rima pobre que diz muito
Sem nada dizer;
Rima pobre que me entrega
Sem perceber;
Ah, rima pobre.
Se eu te canto, há de haver
Um lobo que me ouça
E traduza aos uivos nossos segredos!
Que são meus, teus e serão
Também da lua!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Menos um sonho
Ai essa crise, esse crime, essa dor.
Se te permite, resiste o fulgor.
Sem te permite, reside um temor.
Que te contempla, completa tormenta.
Que te orienta, afaga e afugenta.
Ai essa dor, se disfarça de amor.
Ai esse amor, que te engana. Essa dor!
Que golpes desfere e fere tua fera?
Quem te roubou de uma vez tal quimera?
terça-feira, 24 de abril de 2012
Sobreviventes
A flor, amassada e suja na lama da insegurança.
Caule quebrado, folhas rotas;
Pela escrota agonia de sobreviver a vida.
A seiva a se misturar aos últimos resquícios de chuva e terra.
A lhe apagar o vermelho, sujar o verde e exterminar o brilho;
Mas sem nunca dar o último suspiro,
a dor de seguir quando não se deseja;
A dor de viver sem morrer de amor...
terça-feira, 17 de abril de 2012
Sanidade
Quisera eu ter o poder de
escrever sem sentido e ser apreciada.
Embolar os versos,
enlouquecer nos parágrafos,
como um gênio qualquer
faria sem medo.
Quisera eu ter a
espontaneidade franca das crianças.
Gritar minha agonia ao
mundo, sem esperar nada.
Desarmar os laços que não
me ferem, por diversão.
Quisera eu perder a
vontade de viver e recobrá-la em um segundo.
Arrancar-me os cabelos e
usá-los de lembrança,
do chato passado que
deixaria pra traz.
Quisera eu perder a
memória, os sentidos, o controle;
Daria tudo para perder o
controle.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Tédio
Com a cabeça encostada no vidro a tremer;
vejo a vida lá fora diferente.
As imagens passam como em um filme de super 8,
uma atras da outra com rapidez inquestionável.
Nada lá é real, mas tudo se repete.
Mais e mais e mais vezes.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Vertigem
Num segundo estou só,
cansada de romances
e sem paciência de nada.
No outro, já estou rodeada de pessoas,
com sede de amor,
mas me enrolando em tamanhas histórias.
Logo após, escolho uma,
essa seria a única,
com todos os privilégios sob mim.
Mas isso me enoja,
essa mania de querer para si
o que deve ser livre.
E tudo acontece outra vez!
É como um ciclo, o meu próprio ciclo.
Fico só, fico com gente demais
e depois apenas com um.
Quando o ciclo vai se fechar?
Ninguém sabe,
e até alguém descobrir:
eu vou girando em meu próprio eixo
esperando, tonta,
de tanto rodar!
sexta-feira, 23 de março de 2012
Pronomes
O que fazer, quando não sei o que é meu?
E naquelas vezes em que me esqueço de quem sou eu?
Ou quem tu és.
Será que posso eu, por a culpa nos pronomes?
Não os domino, e com isso, esqueço.
Cabe a mim lembrar que nome substitui a ti?
terça-feira, 20 de março de 2012
Veneno
O amor morreu afogado;
Em uma líquida ilusão fantasiada de esperança.
Ele se afogou em tantas mentiras não contadas,
desculpas não pedidas e músicas não cantadas.
Tudo isso, pois ninguém jamais lhe ensinara a nadar;
ou sobreviver.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Instinto
Instinto,
que faz da mente inútil e dá vida ao corpo.
Que toma posse do movimento e leva o ser.
Instinto,
que salva, que mata, apavora.
E intimida e acanha.
Instinto,
leva-me onde quiser.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Descobertas
A carne pode não ser fraca,
mas o desejo que lhe rasga
é forte!
Ela se contém e mantém as aparências
até o suor lhe entregar e fazer dizer:
Vem, que eu quero, sim!
É tudo parte de um pequeno componente
Com conflitos internos brutais.
Unhas e pele,
Dente e pescoço.
Cada qual lutando por maior evidência.
Dentre tudo isso, alguém tem que ceder.
E que seja a carne, então.
Ao se entregar pra algo que,
sabe-se lá como
ficou guardado tanto tempo.
Como um grito que escorre na madrugada.
Eu quero mais.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Canção
As cordas pulsam
e o som é amor.
De dentro dos olhos
me escorrem acordes
de samba e de dor.
Uma batida acorda os sentidos;
Tirando da melodia um ritmo contínuo.
Enrubescem-se as faces
e o som não cessa.
O pulsar destas cordas,
mais e mais e mais...
Tocando-me fundo com suas pontas.
Entrando por cada poro,
orifício ou lacuna.
Do tempo.
Fazendo do corpo
um movimento em si.
Um fluxo de sentir espontâneo
e doce..
Que lhe agarra pelas entranhas
e faz querer ficar.
Essa é a música que sai do peito,
toca a alma e
transpõe-se em desejo!
sexta-feira, 9 de março de 2012
Poesia de maresia
O chão sumiu,
caiu ao nada junto as minhas lagrimas.
dissolveu-se sob o mar,
queimou sob o vulcão
dos meus olhos.
Minhas lagrimas de fogo.
À queimar a dor
e abrir espaço,
não o contrário.
(Dedicada com muito amor à Lara Gama)
quinta-feira, 8 de março de 2012
Matando a saudade
A saudade voltou e agora viaja comigo;
aonde quer que eu vá.
Eu peço a ela que fique em seu lugar,
mas a metida insiste em me perseguir,
dia e noite, noite e dia.
As vezes eu tento tapeá-la,
utilizo de rotas alternativas e me escondo.
Mas a cadela continua no meu encalço.
Já tentei fingir que ela não existe,
fechar o olhos e não vê-la,
distraí-la com outras coisas
e até mandá-la para bem longe.
Mas nada disso teve resultado.
Foi aí que percebi,
que a minha única opção seria abraça-la e dizer:
Eu ainda te mato!
quarta-feira, 7 de março de 2012
O fim
O fim,
como uma página em branco.
Uma vontade insaciável de recomeçar.
Não como uma página inundada de rabiscos;
um mais inacabado do que o outro.
Não como apenas mais uma página vazia;
onde alguém não conseguiu escrever,
por falta de inspiração.
O fim,
como uma página em branco.
A qual estava depois da que acabei de escrever.
A qual estou a escrever agora,
depois de mais um importante ponto final.
O fim,
como uma página em branco.
Apenas esperando leves mãos,
que lhe deem novos traços.
Novos traços esses,
que contornam novas cores.
Formando então asas
para visitar um infinito;
um infinito de céus azuis.
O fim,
não mais como uma dor.
Mas como uma força, uma liberdade!
segunda-feira, 5 de março de 2012
Apresentação
Então, finalmente larguei o medo de mão e estou aqui. Já aviso que não entendo nada de blogs, de HTML ou qualquer outra coisa dessas portanto não esperar muito da aparência que vou dar as postagens. O importante aqui a principio são os textos e poesias e apesar da minha vontade de expô-los ser grande a minha coragem não é. Então não vou colocá-los todos de uma vez!!
Obrigada a todo mundo que aparecer por aqui, ler, comentar ou só visitar. A opinião de vocês é importante, apesar de eu não gostar de admitir! hehe
Abraço,
Manon.
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