Num segundo estou só,
cansada de romances
e sem paciência de nada.
No outro, já estou rodeada de pessoas,
com sede de amor,
mas me enrolando em tamanhas histórias.
Logo após, escolho uma,
essa seria a única,
com todos os privilégios sob mim.
Mas isso me enoja,
essa mania de querer para si
o que deve ser livre.
E tudo acontece outra vez!
É como um ciclo, o meu próprio ciclo.
Fico só, fico com gente demais
e depois apenas com um.
Quando o ciclo vai se fechar?
Ninguém sabe,
e até alguém descobrir:
eu vou girando em meu próprio eixo
esperando, tonta,
de tanto rodar!
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