quinta-feira, 30 de outubro de 2014

20 de setembro de 2014

Sol do meio dia,
Saia amarela,
Sorriso no olhar. 
Dentro do peito 
um jardim inteiro. 
Na boca ardentes desejos. 
Ela nem desconfia.
Ela nem imagina
Que já não durmo mais...

20 de setembro de 2014

Você ia gostar do mar hoje.
Estava triste e decidido.
Era só olhar pra ele e faltava o ar.
Profundo, tão profundo que fiquei suspensa.
Decidido a me levar pra lá e pra cá,
Sem machucar ou assustar.
Toda a força e serenidade em apenas um ser:
lavando a dor de ter que partir...

Tchau mar - 20 de setembro de 2014

Hoje acordei agitada,
Revirada.
Me sentindo forte e silenciosamente bem.
Cheguei em frente ao mar,
respirei fundo e percebi que ele estava igual.
Me dizendo sempre pra não parar.
Me dizendo que também ia sentir saudades.
Dava pra ver minha dor em suas ondas.
Profundas.
Docemente arrebatadoras.
Me empurrando devagar...
De um lado pro outro.
E assim me dançando,
me embalando e abraçando o corpo todo.
Te vejo em um minuto,
Dói bem menos te deixar,
no tempo do arco-íris.

De uma rede a beira mar - 03 de fevereiro de 2014

Eu pensava ser feliz,
dançar até o sol cair e depois amar.

Eu queria ser fotografias e beijos,
mas mesmo estes roubaram de mim.

Em uma noite de estrelas
me roubaram o sorriso de um pôr de sol.

03 de fevereiro de 2014

Tenho muito pouco a dizer,
mas vontade e posse de muitos cadernos.
E isso é tudo.
Criar não é tão fluido como já fora um dia.
Não me sinto feliz, preenchida ou apaixonada.
Como tudo muda rápido assim?

Poesia do caderno novo - 17 de janeiro de 2014

Mais um ano.
Esse caderno em branco me apavora.
Reescrevo sempre as mesmas velhas poesias
Sem nem perceber.
De que serve a segurança?
Prefiro sentir,
Escolho amar.
Mas as vezes me encolho.
Ninguém é de ferro...
E de onde vem a calma?
Respira menina,
A próxima página vem aí.

fevereiro de 2013

Sou apaixonada.

Principalmente pelo calor
e pelo rubor que me traz às faces
mas também por um homem
pelo qual cedo todo meu calor por um sorriso.

Sou apaixonada.

Pelo fim do dia alaranjado
e pela moleza que me dá nas pernas o teu olhar.

Sou clichê, brega, piegas e todo o mais.
Perco a pose e o juízo
sou manteiga no fogo e perfume no ar.
Me desfaço em paraíso e só faço amar.

11 de março de 2014

Nada mais 
Nem raiva ou dor
Nada
Mentira
Medo
Até que caia a máscara
Não quero matar ou morrer
Não quero viver com esse medo
Da tua flor nunca mais brotar
Nem vírgulas uso
Pois mesmo as palavras correm 
em desespero
O disco acabou
e será que quero trocar?