sexta-feira, 23 de março de 2012

Pronomes


O que fazer, quando não sei o que é meu?
E naquelas vezes em que me esqueço de quem sou eu?
Ou quem tu és.
Será que posso eu, por a culpa nos pronomes?
Não os domino, e com isso, esqueço.
Cabe a mim lembrar que nome substitui a ti?

terça-feira, 20 de março de 2012

Veneno


O amor morreu afogado;
Em uma líquida ilusão fantasiada de esperança.
Ele se afogou em tantas mentiras não contadas,
desculpas não pedidas e músicas não cantadas.
Tudo isso, pois ninguém jamais lhe ensinara a nadar;
ou sobreviver.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Instinto

Instinto,
que faz da mente inútil e dá vida ao corpo.
Que toma posse do movimento e leva o ser.
Instinto,
que salva, que mata, apavora.
E intimida e acanha.
Instinto,
leva-me onde quiser.



quarta-feira, 14 de março de 2012

Descobertas

A carne pode não ser fraca,
mas o desejo que lhe rasga
é forte!
Ela se contém e mantém as aparências
até o suor lhe entregar e fazer dizer:
Vem, que eu quero, sim!
É tudo parte de um pequeno componente
Com conflitos internos brutais.
Unhas e pele,
Dente e pescoço.
Cada qual lutando por maior evidência.
Dentre tudo isso, alguém tem que ceder.
E que seja a carne, então.
Ao se entregar pra algo que,
sabe-se lá como
ficou guardado tanto tempo.
Como um grito que escorre na madrugada.
Eu quero mais.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Canção

As cordas pulsam 
e o som é amor.
De dentro dos olhos 
me escorrem acordes 
de samba e de dor.
Uma batida acorda os sentidos;
Tirando da melodia um ritmo contínuo.
Enrubescem-se as faces 
e o som não cessa.
O pulsar destas cordas,
mais e mais e mais...
Tocando-me fundo com suas pontas.
Entrando por cada poro,
orifício ou lacuna.
Do tempo.
Fazendo do corpo
um movimento em  si.
Um fluxo de sentir espontâneo
e doce..
Que lhe agarra pelas entranhas
e faz querer ficar.
Essa é a música que sai do peito,
toca a alma e 
transpõe-se em desejo!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Poesia de maresia


O chão sumiu,
caiu ao nada junto as minhas lagrimas.
dissolveu-se sob o mar,
queimou sob o vulcão
dos meus olhos.
Minhas lagrimas de fogo.
À queimar a dor
e abrir espaço,
não o contrário.

(Dedicada com muito amor à Lara Gama)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Matando a saudade

A saudade voltou e agora viaja comigo;
aonde quer que eu vá. 
Eu peço a ela que fique em seu lugar, 
mas a metida insiste em me perseguir, 
dia e noite, noite e dia.
As vezes eu tento tapeá-la,
utilizo de rotas alternativas e me escondo.
Mas a cadela continua no meu encalço. 
Já tentei fingir que ela não existe,
fechar o olhos e não vê-la,
distraí-la com outras coisas 
e até mandá-la para bem longe.
Mas nada disso teve resultado.
Foi aí que percebi, 
que a minha única opção seria abraça-la e dizer:
Eu ainda te mato!

quarta-feira, 7 de março de 2012

O fim


O fim,
como uma página em branco.
Uma vontade insaciável de recomeçar.
Não como uma página inundada de rabiscos;
um mais inacabado do que o outro.
Não como apenas mais uma página vazia;
onde alguém não conseguiu escrever, 
por falta de inspiração.
O fim,
como uma página em branco.
A qual estava depois da que acabei de escrever.
A qual estou a escrever agora, 
depois de mais um importante ponto final.
O fim, 
como uma página em branco.
Apenas esperando leves mãos,
que lhe deem novos traços.
Novos traços esses,
que contornam novas cores.
Formando então asas
para visitar um infinito;
um infinito de céus azuis.
O fim,
não mais como uma dor. 
Mas como uma força, uma liberdade!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Apresentação

Então, finalmente larguei o medo de mão e estou aqui. Já aviso que não entendo nada de blogs, de HTML ou qualquer outra coisa dessas portanto não esperar muito da aparência que vou dar as postagens. O importante aqui a principio são os textos e poesias e apesar da minha vontade de expô-los ser grande a minha coragem não é. Então não vou colocá-los todos de uma vez!! 
Obrigada a todo mundo que aparecer por aqui, ler, comentar ou só visitar. A opinião de vocês é importante, apesar de eu não gostar de admitir! hehe
Abraço,
Manon.