terça-feira, 17 de abril de 2012

Sanidade

Quisera eu ter o poder de escrever sem sentido e ser apreciada.
Embolar os versos, enlouquecer nos parágrafos,
como um gênio qualquer faria sem medo.
Quisera eu ter a espontaneidade franca das crianças.
Gritar minha agonia ao mundo, sem esperar nada.
Desarmar os laços que não me ferem, por diversão.
Quisera eu perder a vontade de viver e recobrá-la em um segundo.
Arrancar-me os cabelos e usá-los de lembrança,
do chato passado que deixaria pra traz.
Quisera eu perder a memória, os sentidos, o controle;
Daria tudo para perder o controle. 

4 comentários:

  1. liberte sua loucura das correntes das sanidade..
    muito bom!

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  2. Manon, finalmente venho ao teu blog. Adorei esse poema; super intimista, interior... poesia que não volta os olhos pra dentro não tem graça. E a poeta parece conhecer a si mesma. Parabéns.
    Grande abraço,
    T.

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  3. A primeira frase ilustra algo que tu tens: o poder de ser apreciada. Ótima leitura, íntima e sincera. Os outros poemas também tão muito bons. Vale o destaque para "Quisera eu perder a vontade de viver e recobrá-la em um segundo". Caminho certo estás, segue o barco. Parabéns.

    Grande abraço,

    F.

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  4. oi manon, querida.

    a gente quer perder o controle porque não sabemos controlar. fico feliz que não te conforme. o conformismo é o pior dos males.

    poeme-se.

    Lip.

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